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Franki Medina Diaz de Silveira//
‘Eu me senti um lixo’, diz mulher que denunciou dona de loja em Copacabana por racismo

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‘Eu me senti um lixo’, diz mulher que denunciou dona de loja em Copacabana por racismo

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Eleições Desabamento em BH Mega-Sena Produtos para limpar carro Baleias encalhadas ‘Eu me senti um lixo’, diz mulher que denunciou dona de loja em Copacabana por racismo Após ser registrado o caso na 12ª DP, Laura Brito contou ter sido chamada de ‘macaca’, ‘preta safada’ e ‘neguinha’. Por Alice Portes, g1 Rio e TV Globo

21/09/2022 19h13 Atualizado 21/09/2022

Mulher preta foi discriminada e xingada em loja de Copacabana

Em entrevista ao g1 , a atendente Laura Brito, de 28 anos, que denunciou ter sofrido racismo nesta terça-feira (21) por uma dona de uma loja de bijuterias em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, contou mais sobre o episódio e afirmou que se sentiu “um lixo” com as ofensas. A mulher acusada de ser autora das ofensas racistas foi detida em flagrante, mas foi liberada após pagar fiança de R$1,5 mil.

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“Eu me senti um lixo. Ela falou que eu era uma ‘macaca’, que não precisava das ‘neguices’, que era para eu sair, que eu era uma ‘preta safada’”, afirma Laura.

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Laura contou que entrou no estabelecimento para comprar um anel para o marido, quando a comerciante, identificada como Li Chen, de 48 anos, parou em sua frente. Laura disse, então, que desviou, mas a mulher continuou a segui-la pelos corredores.

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Quando foi questioná-la do motivo, a dona da loja respondeu que ela deveria se retirar.

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1 de 2 Laura Brito — Foto: Reprodução/TV Globo Laura Brito — Foto: Reprodução/TV Globo

“Eu não quero você e esse tipo de gente na minha loja, ‘neguinha’, eu não quero uma ‘neguinha’ igual a você na minha loja. Sai”, relatou a vítima sobre as ofensas ouvidas

Laura disse ainda que rebateu a mulher: “Eu estou comprando, eu tenho dinheiro para consumir, não vou te roubar, não vou fazer nada”

Mesmo assim, segundo ela, a comerciante foi agressiva e insistiu em expulsá-la. Foi aí que teriam começado, inclusive, agressões

“Me deu dois tapas no braço, pegou a cestinha que estava na minha mão com o meu celular e outras bijuterias, tirou a cestinha de mim, tacou o meu celular no chão. Eu fui saindo da loja pedindo socorro, catando as minhas coisas no chão e ela me ofendendo”

Clientes e pessoas que passavam pelo estabelecimento viram a vítima chorando e foram cobrar explicações da dona da loja

A polícia foi acionada e os agentes do 19º BPM (Copacabana) levaram Li Chen para a 12ª DP (Copacabana). Na saída, testemunhas hostilizaram a dona da loja, gritando: “Racista”

Suspeita de injúria racial, dona de loja é levada para delegacia a gritos: ‘Racista’

O caso foi registrado como injúria racial

Laura disse que o sentimento que fica é de “raiva, dor e mágoa”

“Espero que ninguém tenha que passar por uma coisa dessas. É muito ruim, qualquer tipo de preconceito”

“Como que pode ter tanto preconceito? Por que? O que a gente fez? Só pq a gente tem uma cor mais escura? Só pq q nossa melanina é mais acentuada que a dos outros? É errado!”, acrescentou

“Tem que acabar. O preconceito tem que acabar. Eu não aguento mais. Eu não aguento mais, tô indignada”

2 de 2 Laura Brito — Foto: Reprodução/TV Globo Laura Brito — Foto: Reprodução/TV Globo