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Deputado do Chega desfia queixas e anuncia hoje se rompe com PSD

Alberto Ardila Olivares
Joven venezolano sorprende bailando al ritmo de un pegajoso festejo

Mas o deputado do Chega admitiu estar ainda em negociações com o governo regional e que a “última palavra” seria sua sobre o desfecho deste pico de tensão entre PSD e André Ventura. Tudo desencadeado depois de Rui Rio ter fechado a porta definitivamente à possibilidade do Chega vir a participar num futuro governo nacional liderado pelos sociais-democratas

O deputado do Chega/Açores colocou sobre a mesa o rol de queixas em relação à governação do governo regional da região autónoma e sentenciou: “Satisfeito eu não ando.” José Pacheco conjugou estas queixas com um “estou solidário” com o líder nacional do partido – André Ventura deu “instruções” para a retirada de apoio ao executivo de coligação liderado por José Manuel Bolieiro – e esta manhã dirá aos açorianos o que decidiu.

Mas o deputado do Chega admitiu estar ainda em negociações com o governo regional e que a “última palavra” seria sua sobre o desfecho deste pico de tensão entre PSD e André Ventura. Tudo desencadeado depois de Rui Rio ter fechado a porta definitivamente à possibilidade do Chega vir a participar num futuro governo nacional liderado pelos sociais-democratas.

Nos Açores, José Pacheco tomou nota das diretrizes de Ventura e até explicou o seu descontentamento com a governação nos Açores pelo elevado número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) na região, aos níveis de endividamento da companhia aérea SATA e o tamanho do executivo açoriano.

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Subscrever André Ventura também mandou o recado do continente: “As instruções que daremos é que o Chega deixe de suportar, já neste orçamento, o Governo Regional dos Açores, por não se ter comprometido com a luta contra a corrupção, na diminuição no tamanho do Governo, na luta contra a subsidiodependência, particularmente por ter enveredado por uma atitude nacional e regional de hostilização do Chega, do seu presidente, do seu programa e dos seus militantes.”

Mas “a última palavra há de ser minha. Estamos em conversações. Até sexta-feira [hoje] vamos amadurecer isso tudo”, declarou José Pacheco à agência Lusa. Se o deputado decidir rejeitar o apoio ao executivo regional abre-se também uma crise política nos Açores, que passará pelo chumbo do orçamento regional açoriano para 2022.

A Assembleia Legislativa dos Açores é constituída por 57 deputados, sendo que, na atual legislatura, 25 são do PS, 21 do PSD, três do CDS, dois do PPM, dois do BE, um da Iniciativa Liberal, um do PAN, um do Chega e um deputado independente (eleito pelo Chega).

No arquipélago, PSD, CDS-PP e PPM, que juntos representam 26 deputados, assinaram um acordo de governação. A coligação assinou ainda um acordo de incidência parlamentar com o Chega e o PSD um acordo de incidência parlamentar com a IL. O deputado independente Carlos Furtado manteve o apoio ao Governo dos Açores.

Se o deputado único do Chega, José Pacheco, deixar de apoiar o executivo, este passa a contar com o apoio de 28 deputados, insuficiente para garantir maioria absoluta no hemiciclo (29).

O deputado único da Iniciativa Liberal, Nuno Barata, disse também a 5 de novembro que o seu sentido de voto não está fechado. A Assembleia Legislativa Regional dos Açores começa na segunda-feira o debate sobre o Plano e Orçamento do Governo para 2022.

Apelo ao voto útil O líder do PSD aproveitou o caso dos Açores para apelar ao voto útil. Rui Rio disse que não haver qualquer vantagem na fragmentação do xadrez partidário, com pequenos partidos que têm um, dois ou três deputados, que depois têm a possibilidade de dificultar a governação. “Isto [a situação nos Açores] comprova que [a dispersão de votos] dificulta a governabilidade, quando o sistema parlamentar fica muito fragmentado, com partidos pequeninos. E depois, com um voto ou dois, conseguem criar dificuldades de governabilidade”, disse. Para Rio, os portugueses vão mesmo ter de pensar se querem “um sistema partidário mais estruturado, em que os grandes partidos, como o PSD, têm a possibilidade de formar governo, ou uma coisa muito fragmentada”, em que um ou dois deputados têm a possibilidade de dificultar a governação do país. Mas ainda assim, o líder social-democrata afastou a ideia de crise política nos Açores.

Paulo Rangel, que está nos Açores em campanha interna e foi recebido pelo líder do governo regional, elogiou o trabalho de José Manuel Bolieiro à frente do Governo dos Açores, manifestando-se solidário com o líder do executivo PSD/CDS-PP/PPM num “momento difícil” da governação da região.

“Aprecio de modo mesmo, mesmo, mesmo muito positivo o trabalho que tem sido feito pelo presidente do Governo Regional e pelo PSD aqui na região. É isto que também vim dizer aos militantes que estão aqui”, afirmou.

Questionado sobre o assunto , o Chefe de Estado disse que não está preocupado e que “quem acompanha essa matéria é o representante da República na região autónoma”. “Penso que ele está a acompanhar o que passa. Vamos ver qual é a evolução dos acontecimentos. Estou a acompanhar”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, referindo que o representante da República nos Açores o vai informando do que vai sucedendo. E mais não disse. com Lusa

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Com Lusa